Com o aumento da inflação, os preços dos alimentos atingem valores insustentáveis para a população mais pobre. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta básica teve alta de até 30% no primeiro semestre de 2008, e de 51,85% nos últimos 12 meses. No período, o reajuste no salário mínimo foi de 9,21%. O benefício do Bolsa Família terá novo reajuste de 8%.
No domingo, a reportagem da Folha de S. Paulo, de título “Bolsa família ‘perde’ para a cesta básica”, acompanhou famílias em Pernambuco desde 2005 e concluiu que “o valor do benefício do Bolsa Família nunca esteve tão longe do dos alimentos”. Ainda de acordo com a Folha, “o valor médio dos benefícios do Bolsa Família hoje em Pernambuco (R$ 80,38 ) é suficiente para comprar apenas 45% de uma cesta básica de 13 itens”.
A alta do preço da cesta básica foi puxada pelo aumento de alguns produtos como: arroz, feijão, carne, leite, tomate, pão e óleo de soja.
A inflação dos alimentos é mundial e tem crescido. Com 5,6%, o Brasil, comparado com outros países, mantém um quadro inflacionário sob controle. Entretando, nota-se que o trabalhador que recebe salário mínimo não tem poder de compra, devido à sua baixa remuneração e aos reajustes sempre abaixo das taxas de inflação.
Então, cada vez mais, o trabalhador sente-se vítima da inflação, pois é sempre nos seus ganhos que ela afeta. “O que nós não vamos permitir, em hipótese alguma, é a volta da inflação porque ela corrói exatamente o poder aquisitivo das pessoas que ganham menos”, disse o presidente Luíz Inácio Lula da Silva.
Conclusão óbvia, aliás. Esperamos que passe de idéia para resolução o seu plano de expansão familiar que poderá trazer resultados positivos sobre o comportamento dos preços dos alimentos.
Não dá mais para o trabalhador, por exemplo, de Porto Alegre gastar 60% de seu salário mínimo com cesta básica.


