Obama amenizando o terrorismo de Bush?
A herança deixada pelo ex-presidente americano George W. Bush no combate ao terror causará problemas ao atual presidente Barack Obama. As sangrias e o ódio anti-americano ganharam força o suficiente, na passada de Bush pelo poder; os países governados por regimes terroristas podem desacreditar de qualquer tentativa de mudança da visão política norte-americana que viria a ocorrer em seus espaços de tensão e guerra.
Bush fez tudo errado. Primeiramente, divulgou o seu “pensamento de segurança” como principal atividade de Estado. Como argumenta Giorgio Agamben em “Sobre segurança e terror”, o pensamento de segurança dá combustíveis à criação do terror e, doravante, o sustenta como força mundial.
(Aliás, no artigo, a diferença entre pensamento de segurança e pensamento de disciplina é explicada de maneira espetacular; pois enquanto a disciplina está preocupada em produzir ordem, a segurança quer regular a desordem. Então, o pensamento de segurança é supor que “tudo está errado e deve ser combatido” – fato que dá mais combustível às guerras.)
Ou seja, Bush falhou ao tentar mostrar e divulgar a segurança de seu país como uma joia rara e imbatível. Tanto o fez, que os terroristas destruíram as torres gêmeas. E qual a reação americana? Combater. Aconteceu exatamente como as palavras de Agamben nos mostra: “Um estado que tem a segurança como a sua única tarefa e fonte de legitimação é um organismo frágil; ele sempre pode ser provocado pelo terrorismo e virar terrorista também”. E os Estados Unidos viraram.
Atacaram e bombardearam Iraque e Afeganistão e produziram ódio o suficiente para melar as relações pacíficas que Obama quer propor agora.
Mas, de qualquer forma, o atual presidente dos Estados Unidos ainda pode mudar a situação e a crescente desunião do mundo. Isso depende de como ele vai agir, e não exatamente de sua postura retórica.
O caminho do combate ao terrorismo não pode ser a proclamação do combate ao terror, pois assim seria o mesmo que proclamar o terror. Mas deveria ser a ajuda dos países mais ricos aos mais pobres na conquista da disciplina que falta ao mundo.
Sobretudo agora, quando Obama demonstra querer um país mais tolerável com as idiossincrasias de cada país, essa disciplina pode ser alcançada.

É… Obama tem três grandes problemas pelas frente… e por incrível que pareça um pode estar atrelado a outro. A Guerra – impulsionada pelo orgulho ferido – pode não parecer, mas os gastos com essas batalhas infundadas leva a dívidas imensas. Daí surge a Crise, mas essa (associada ao mercado imobiliário) parece que já tem soluções engatilhadas com os pacotes econômicos. Por último, a pífia popularidade que seu antecessor deixou. Ae fecha-se o triângulo… agora basta Obama fazer a soma dos catetos!!!
Bruno Sant'Anna disse isso em Fevereiro 22, 2009 às 4:43 pm