Crise, o combustível do jornalismo
A palavra ‘crise’ ganhou status de celebridade no Jornalismo brasileiro.

Diário português: tendência é mundial?
Hoje, não se escreve, narra, mostra, enfim, não se faz jornalismo sem ela.
Matéria de carnaval: a palavra crise aparece; de empresas: a crise está lá; de esporte: a crise diz “oi”; e assim vai…
Até aí, normal. O jornalismo é mesmo movido pela tendência informativa do momento.
Porém, os clichês que surgem no texto costumam ser péssimos: “Em tempos de crise…” costuma anunciar um novo investimento que acontece mesmo com a recessão, acaba sendo similar ao “Mesmo com a crise…”; “A crise financeira mundial” geralmente é usada para contar a quebra de mais uma empresa ou instituição financeira; ou então o famoso “… foi mais um dos atingidos pela crise financeira mundial” que se usa para dar ar de monstro à recessão.
Algumas atitudes, entretanto, mostram certo apreço da empresa de comunicação para com os seus consumidores. A infografia é uma delas. (Veja, por exemplo, esta do Estadão.)
Gráficos multimídia com informação ajudam a sair do marasmo a que os textos jornalísticos nos enviam.
Em todo caso, uma boa pauta nos tempos atuais não deve conter necessariamente as palavras “crise” “econômica” e “mundial”. Há vários outros caminhos a se explorar.

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