Balé: Passos refinados de uma arte — (Public First Class, ed. 19)

filmes_924_cisne-negro-22Movimentos suaves, mas que possuem firmeza e precisão admiráveis. Na ponta dos pés, passos elegantes de uma arte oriunda das cortes italianas, no início do século XV. Considerado por muitos como a dança mais complexa que existe, o balé tem movimentos que vão além do solo, explorando o ar em belos saltos. Cada um desses movimentos requer um preparo minucioso e é isso que dá a beleza e a graciosidade dos bailarinos, que ainda usam uma boa dose de força para dar grandeza à arte.

O termo italiano balletto (“dancinha”, “bailinho”) deu origem à palavra francesa ballet. No século em que surgiu, tratava-se apenas de uma diversão muito apreciada pela nobreza local. Na Itália, aliás, os espetáculos duravam horas (e até mesmo dias) e utilizavam dança, poemas recitados, canções e efeitos cênicos.

Tudo isso apresentava um enredo principal. Homens e garotos ricamente trajados encenavam os principais papéis. Apesar disso, a dança só se desenvolveu realmente quando chegou aos franceses.

E diferentes tipos de balé foram criados em vários países: o estilo americano exige rapidez e energia; já o balé britânico é mais apurado; o russo é vigoroso; o francês é bonito e decorativo; o dinamarquês, vivo e alegre. Mas já virou uma constante os bailarinos viajarem por todo mundo e adotarem traços de estilos estrangeiros. Isso, de certa forma, enriqueceu o balé. Aliás, falando em peças, o sonho de todo bailarino é encenar O Cisne Negro.

Existem alguns gêneros que são de suma importância no balé. O primeiro deles é o Ballet Romântico, que é um dos mais antigos. Os balés que seguem a linha do Romântico pregam a magia e a delicadeza de movimentos. A protagonista é sempre uma moça frágil, delicada e apaixonada. Outra característica é vista nas roupas, já que, nesse gênero, é mais comum o uso dos tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. Essas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças do campo.

Outro gênero é o Ballet Clássico. Também conhecido como Dança Clássica, o estilo surgiu numa época de intrigas entre os balés russo e italiano (os dois disputavam o título de melhor técnica do mundo). O balé clássico tem como principal objetivo extrair, ao máximo, a habilidade técnica dos bailarinos. Também era comum contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Sequências complicadas de passos, giros e movimentos que se adaptam impecavelmente com a história são características do balé clássico.

O perfeccionismo é tão grande nesse gênero que a roupa usada era o tutu prato, aquela saia fina de tule, apenas para que as pernas da bailarina fossem vistas e, assim, fosse possível verificar se os movimentos dos passos estavam sendo executados perfeitamente.

Outro gênero importante é o Ballet Contemporâneo. Mais conhecido por Ballet Moderno, esse foi criado no início do século XX e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda próximos do Ballet Clássico.

Nesse estilo de dança, não há mais uma história seguindo uma sequência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do gênero clássico misturados com sentimentos. Colants e malhas são as roupas utilizadas para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.

Texto  e diagramação de Guilherme Zanette (42 43 Balé), originalmente publicado na revista Public First Class. Mais notícias do universo do luxo no site: www.publicfirstclass.com.br.

 

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