Decoração: Jet Class e o neoclássico português — (Public First Class, ed. 24)

Jet ClassConversamos com o CEO da Jet Class, empresa portuguesa especializada em mobiliários atemporais de luxo, para entender melhor sobre essa marca de representatividade mundial que mescla com naturalidade o clássico e o inovador.

Ao adentrarmos o hall de alguns hotéis de estilos palacianos muitas vezes nos deparamos com aquele mobiliário clássico que exala requinte e dá um ar de realeza. É assim, por exemplo, no Ritz Four Seasons, em Lisboa, e no Alvear Palace, em Buenos Aires, apenas para citar dois casos.

Esse mobiliário elegante dispensa comentários, mas não é nada fácil encontrá-lo na vitrine de alguma loja de decoração no Brasil.

No entanto, em Portugal, uma marca vem se solidificando e fazendo negócios por todas as partes do globo. É a Jetclass, que hoje é reconhecida como uma das maiores marcas de mobiliário de luxo do mundo. A marca desenvolve com maestria a arte de fazer móveis de estilo palaciano.

Mas, o que fez a empresa de apenas 13 anos de idade ser reconhecida mundialmente em tão pouco tempo não foi seu olhar para o clássico e, sim, a capacidade de inová-lo. O desafio de unir dois estilos aparentemente antagônicos, o clássico e o inovador, se constituiu como a premissa da Jetclass desde o seu começo, em 2000, e se tornou um diferencial para a marca.

Os móveis são atemporais. De forma ousada e despretensiosa, o mobiliário da Jetclass reinventa o passado com todo o conforto e sofisticação dos tempos modernos, une o contemporâneo e o clássico, e deixa os ambientes únicos.

Em 2013, a marca Jetclass teve, entre seus projetos, uma linha de móveis com um dos melhores jogadores de futebol do mundo, Cristiano Ronaldo, e lançou, também, uma linha conjuntamente com a reputada estilista Fátima Lopes. (Entre os móveis para Cristiano Ronaldo, um cadeirão e uma vinoteca em produção limitada a 20 unidades por peça.)

Para saber um pouco mais sobre o sucesso da marca, conversamos com o CEO da Jetclass, Agostinho Moreira, que nos confidencia alguns segredos para atingir o patamar de excelência da empresa. Confira nas páginas a seguir os melhores momentos da entrevista:

Public First Class — Qual o segredo para unir com tanta naturalidade o clássico e o inovador?

Agostinho Moreira — A fusão entre o classicismo e a inovação está no DNA da Jetclass. De um lado, temos a criatividade dos nossos designers inspirada nas linhas clássicas; do outro, temos a constante preocupação em ir mais além em investigação e desenvolvimento, o que nos permite ser inovadores. Juntamos a esses fatores, a maestria e os altos padrões de qualidade da nossa produção. O resultado é um mobiliário neo-clássico, alinhado com as tendências do mercado de luxo. Nele, aliamos artesania e sofisticação, romantismo e modernidade…

Há uma pessoa responsável pelo design ou é um grupo?

A Jetclass dispõe de recursos humanos altamente qualificados em todas as áreas e o departamento criativo é uma dessas áreas. É aqui que uma equipe de designers treinada em procurar e antecipar tendências no luxo desenvolve as peças exclusivas que a Jetclass propõe aos seus clientes. Na Jetclass, os designers são tratados como artistas e o ambiente em que trabalham é pensado para potenciar a criatividade. Podemos dizer que o grupo de designers trabalha com verdadeira paixão pela arte. Por vezes, fazemos edições especiais da autoria de pessoas ou designers famosos.

Há quanto tempo existe a marca?

Foi no ano 2000 que decidimos criar a Jetclass, uma das marcas que está seguramente entre as melhores do mundo, em mobiliário luxuoso. Contudo, em termos práticos, ela é herdeira de muita experiência e conhecimento, já que resulta dos anos de evolução do seu fundador dentro do setor de mobiliário português e da tradição familiar que traz consigo do berço. Todo este know-how, foi potenciado com a criação da Jetclass, que somou a essa herança, a criatividade dos designers, a inovação e tecnologia resultante de parcerias com universidades e a tecnologia de ponta de uma produção capacitada com o que há de mais atual no mundo do mobiliário.

Os móveis são vendidos no mundo inteiro?

Sim. A Jetclass nunca escondeu a sua ligação inata ao Mundo. De África (Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, Argélia e Nigéria) ao leste Europeu (Rússia, Ucrânia, Polônia) e centro da Europa (Holanda e França, sobretudo), não há mercados demasiado longínquos ou inacessíveis. Por exemplo, estamos a entrar bem nos Emirados Árabes Unidos (Qatar, Dubai, Bahrein, entre outros), assim como na Arábia Saudita, e temos investido em países como Índia, Brasil, China e México, para além dos EUA.

Onde encontramos esses mobiliários?

Trabalhamos, maioritariamente, com decoradores de interiores, arquitetos e lojas. Em Portugal, dispomos de um showroom, assim como em Marbella, na Espanha. Encontrar-nos, no entanto, é simples – basta acessar nosso site e indicamos rapidamente o nosso representante mais próximo.

No caso do Brasil, é fácil adquirir a peça?

É bastante simples adquirir os nossos produtos. Sendo a Jetclass uma empresa de 4ª Geração, temos capacidade de resposta para qualquer cliente, em qualquer parte do globo. O site é sempre a forma mais viável de nos contatar e, nos dias de hoje, é tão simples e cômodo vender uma peça em Espanha, bem junto à nossa “porta”, como na Austrália. Como já referimos algumas vezes, somos uma empresa competitiva e o Mundo é o nosso palco. Ainda não temos um representante no Brasil, mas contamos brevemente ter. Temos já alguns negócios feitos e em curso neste país, através de clientes profissionais, e pela sua satisfação sabemos da total adequação da nossa oferta ao mercado de luxo brasileiro.

As peças são exclusivas. Quantas unidades, em geral, são feitas para cada peça da coleção?

A Jetclass não tem um número exato por coleção, exceto na LimitedEdition que conta com apenas 20 peças. Contudo, de uma forma geral, e porque o segmento de luxo vive de exclusividade, fazemos sempre um número bastante limitado das mesmas.

Quanto custa em média algumas de vossas peças?

Os nossos preços são variados, contudo posso dizer-lhe que a nossa peça mais cara ronda os 20.000 euros.

Texto  e diagramação de Guilherme Zanette (12 13 Jetclass 14 Jetclass 15 Jetclass 16 Jetclass 17 Jetclass), originalmente publicado na revista Public First Class. Mais notícias do universo do luxo no site: www.publicfirstclass.com.br.

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