Um turbo no setor automobilístico — (Public First Class, ed. 24)

mercedes_mclaren_slr-wallpaperCom a instalação de fábricas no Brasil, as montadoras de luxo devem ser muito mais do que a cereja do bolo de um mercado que cresce ano a ano; injetando mais cavalos de potência no setor, elas poderão fazer o mercado de automóveis “voar”

Respaldado em números galopantes de crescimento, o mercado automobilístico de luxo ganha fôlego e começa a expandir seus horizontes para fora das grandes capitais e metrópoles brasileiras. Grandes marcas do segmento como Audi e Mercedes-Benz desceram a serra para, em Santos, fazer frente às concessionárias já instaladas: da BMW e da Land Rover e Volvo. Essa movimentação é fruto de uma demanda crescente e também de investimentos no setor, já que marcas alemãs anunciaram recentemente que injetarão R$ 1,52 bilhão em novas fábricas (caso da Audi e Mercedes-Benz) e ampliando instalações para melhor desenvolver produtos premium (Volkswagen). Os investimentos colocam o Brasil no mapa da produção de carros dessa categoria e próximo do mercado mundial, com um melhor conteúdo tecnológico, característica oferecida em grande parte dos carros importados.

A chegada de todas essas marcas vai apenas acirrar ainda mais as vendas no mercado mundial de luxo. Uma prova dessa disputa é que algumas dessas marcas citadas estão aumentando seu território com novos projetos, visando o atendimento de seu público exigente e diferenciado. Como as grandes potências da Europa e dos Estados Unidos estão ficando saturadas, o Brasil, por meio de sua política muitas vezes considerada protecionista, começou a oferecer incentivos a mais ao setor — desde que instalados aqui —, o que, consequentemente, atraiu mais investidores.

Entre alguns desses projetos impostos estão a fabricação de novos modelos considerados de luxo para o padrão brasileiro. Alguns especialistas já consideram que o país está suficientemente maduro para receber essa gama de marcas de peso, pelo fato de o consumidor estar preparado para consumir esses produtos. Alguns fatores contribuem para isso: o programa Inovar-Auto do governo federal, que taxa as importações e dá incentivo à nacionalização; o crescimento da renda dos brasileiros, que os fazem exigir mais qualidade, gerando demanda; e as boas perspectivas para a economia local.

Ainda que o momento não seja favorável, já que as projeções de vendas de veículos para o ano de 2013 vem sendo reajustadas para baixo, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores estima em 1 a 2% de crescimento nesse ano, com recorde de vendas. E apesar de recentes crises que supostamente atrapalhariam o crescimento do luxo nacional, as expectativas são verdes. Até 2017, a entidade indica que a comercialização de veículos, com ajuda das marcas de luxo, pode chegar a 4,5 milhões, com uma produção de até 5 milhões de carros.

Ao que tudo indica, o país se solidifica como uma das províncias automotivas mais povoadas do mundo, já que sempre ocupou uma posição de destaque no setor mundial. Agora com esses reforços de alto padrão, além de embelezar as ruas das cidades, os investimentos vão contribuir com alguns “cavalos” a mais de potência para a economia nacional, além de satisfazer a demanda por produtos sofisticados.

Texto  e diagramação de Guilherme Zanette, originalmente publicado na revista Public First Class. Mais notícias do universo do luxo no site: www.publicfirstclass.com.br.

 

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